domingo, junho 24, 2007

Demorou né ?

Mas chegou!
Como diria o famoso NPC *Sigh* "Times are tough..." Mas vacaciones están llegando! arre! Não vou falar o obvio e o rotineiro logo o que tenho feito é....



VOID! ( there is no life... on the..)






. Triste não (triste é obvio ?)
Cosmo: - Ou será que nãão?



- É...o esquema é fugir...
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Vazio

A distancia entre o sete e o oito, no relógio velho no topo da sala media dez quilometro,o ar abafado, a cadeira pequena e a visão borrada acompanhavam o honorável membro do corpo discente.A frente um Estranha encara o infinito,olhos piscam, apenas para evitar que os globos oculares ressequem. A direita uma conhecida se disfarça como estatua.Desperta.Volta a dormir. Quente, excessivamente quente o ar quase rarefeito.

Uma libélula gigante anuncia sua presença presa ao teto da sala,a brisa que ela emite não refresca apenas irrita a todos embaixo do ventilador. Irrita pelo ruído, e pela incompetência. A temperatura continuava a subir. A frente um quadro verde, apelidado de negro,mostra orgulhoso diversos caracteres e rabiscos que , talvez se organizados da maneira correta, talvez fizessem sentido.A frente, um mestre, com a face profundamente carimbada pelo tempo,proferindo palavras se sentido , que refletem nas paredes ,ecoam nas cabeças e vagam apressadas rumo ao esquecimento. E o ponteiro do relógio percorre um quilometro.


O velho resolve alterar o quadro, pega o apagador e esfrega-o contra a lousa.Uma nuvem de ruína se levanta.As letras resistem bravamente,mas aceitam seu destino e saem deste mundo.O toco branco é apanhado pelo professor.O cotado grita e geme, mas seu algoz não tem dó,esfrega o giz deixando o pela metade.Dezenas de letras voltam a ocupar o quadro,ainda estava muito quente.

O bravo ponteiro moreno ,que devia estar disputando marcha atlética, se arrasta lentamente para cobrir o segundo quilometro.

Conseguiu.

O rapaz ao fundo em resposta emite um longo urro sincero,despercebido e revelador.O urro não assustava, era apenas um cérebro moribundo exigindo algum oxigênio.A parede revestida de retângulos alongados em tom laranja.Designers teriam chiliques ao ver tamanho uso indiscriminado de degrade .Os retângulos brilhavam a distancia mas eram ásperos ao toque.Havia uma mancha no tijolo, a mancha se assemelhava a um xis.Haveria um tesouro ali escondido? Uma coisa de valor naquela sala! Seria muito bom.

O professor está grisalho,assim como o ambiente, a vida foi sugada dos pulmões daqueles corpos frágeis e gesso preencheu o vácuo.Todos grisalhos da vida.Maldita lousa-medusa.Petrificou a todos com seu olhar. O silencio e o calor estrelam majestosamente o espetáculo enquanto o valente ponteiro alcança o quilometro.

- Tec – Ele diz.

Mas ninguém respondeu.


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4 comentários:

Anônimo disse...

=]

Zabbath disse...

Texto bacana! =]

MAs de onde veio a inspiração? De alguma aula do Orlando? Ou seria do Pacheco? XDD

Anônimo disse...

Na verdade aula de Religião LOL

Anônimo disse...

aula de religião?! nossa..!
eh interessante seu conto, faz varias conexões legais, como a lousa-medusa, e a metáfora do quilômetro tb eh boa..
;)